quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A quem me dirijo..?!!


...fiquei me perguntando...A quem exatamente me dirijo quando escrevo? Sou uma leitora compulsiva...leio desde bula de remédios a panfletos de publicidade. De repente, sento-me aqui a frente dessa tela, e escrevo sobre coisas íntimas demais, minhas demais...não seria mais fácil mudar o verbo de "escrever" para o "falar"? Também seria mais rápido...
Essa foi mais uma daquelas noites que acordamos sem motivos ou uma causa aparente, mas depois perdemos o motivo e não há o que cause a volta do sono...Fiquei a pensar nisso, a quem me dirijo ao escrever a mensagem de ontem a de hoje e as que virão?... E a resposta veio da minha companheira de muitas noites a insónia, aliás, essa já se tornou minha amiga, por isso dou ouvidos a ela... enfim, ela respondeu-me que me dirijo á Multidão...Pretensão em achar que minha mensagem será lida por uma multidão ?! NÃO !! Não é essa multidão de leitores de blogs ou internautas, mas a multidão que sinto haver dentro de mim. Sinto uma multidão em mim...uma multidão de idéias, uma multidão de ideais, uma multidão de busca, uma multidão de perguntas...Acho que é isso! Escrever é isso. Dar vazão a essa multidão que temos dentro de nós. Recordei-me de quantas vezes comecei um livro e quantas consegui terminar. Talvez tenha terminado um, pois esse era para um trabalho escolar do meu filho...ah...aí entra o substantivo que impulsiona nossas vidas...OBRIGAÇÃO.
Como é possível que nossas vidas sejam baseadas em leis de deveres e direitos... obrigações se, não nos sendo impostas, seja pela vida ou por nós mesmos, não nos movemos? Isso, talvez que nos qualifique como 'RACIONAIS'...por termos isso de OBRIGAÇÃO....E passamos isso aos nossos filhos. Não me refiro a aquelas obrigações de tarefas de casa ou coisa parecida...mas aquela obrigação de não ser tão sincero quando questionados a cerca de alguns assuntos... Na verdade, somos os primeiros culpados pela, digamos... "inverdades" ou se preferirem omissão...que nossos filhos cometem. Quem nunca disse a um filho para que não diga a uma tia que sua verruga é horrivel ? Ou a perna torta ou a falta da perna não cause espanto ? Isso é ser educado...fingir que não se vê e não comentar...Corrompemos, manipulamos essas mentes. É bíblico afinal, porque Jesus deixou que aquele que não tornar a ser como uma criança não herdará o reino dos céus? Porque ele disse ' vinde a mim as crianças".
Talvez, alguns se perguntem se tenho filho para dizer uma insanidade dessas...Minha resposta é SIM...e agora se perguntam se passo esses valores aos meus filhos...SIM... Não os crio para mim, mas para o mundo. Não há uma fórmula para se educar um filho. Isso é tema para palestras (e longas) , isso gera polêmicas (e severas discussões). Acho que como pais ou mães erramos muito...Sempre na intenção de acertar, claro.Mas erramos, falhamos, decepcionamos. Não quero ser a melhor mãe, nem tento!... Aliás, desisti há tempos de tentar provar algo á alguem. Não quero fazer-me ser aceite. Não quero ser rotulada. Quero ser simplesmente complexa. Paradoxo!
Mas penso mesmo que para falar de filhos (nisso inclui-se um profissional qualificado como exemplo o pediatra ou o psicologo) deve-se primeiro ter um filho. Precisamos ter bagagem para falar de assuntos e discutirmos questões do dia a dia, seja com a vizinha ou como profissional de qualquer área. Como entender os 'PITS' que as mães tem ao exagerar nas dores dos filhos? Como tratar um animal, sem mentalizar que seu dono por questão de orgulho ou financeira mesmo, vai dizer " ..isso começou ontem..". Na verdade, a maior profissão que temos por obrigação é sermos todos psicólogos. Para nos entender-mos, por vezes nos aceitar, mas principalmente para conviver. Penso mesmo que viver não é um problema. O problema está em conviver. Conviver com o defeito alheio, com seus proprios... Numa dessas noites que conversava com minha amiga íntima( a insonia) chegamos a esse tema. A Arte de Conviver. Porque será que temos mais afinidades com determinadas pessoas do que com outras? E cheguei a uma verdade (que essa não é absoluta-longe de mim!): temos afinidades pelas pessoas as quais tem defeitos mais aceitáveis para nós do que as outras. Confuso isso? Quero dizer, não nos aproximamos sinceramente de alguém pelas suas qualidades...mas talvez pelo fato de os defeitos dela serem mais facilmente contornados do que a da outra pessoa... Nossa... acho que por hoje ja chega...profundo demais tudo isso. JINHUSSSSSSSSSS

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